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julho 2017

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“Papel”, por Osvalter, abre nesta quinta-feira no Quintana

A celebração de aniversário de 9 anos do Quintana Gastronomia será especial. O espaço recebe a exposição “Papel”, assinada pelo artista gráfico Osvalter Urbinati, que apresenta trabalho autoral e inédito feito com colagens e serigrafia. A abertura acontece nesta quinta-feira, 13 de julho, a partir das 11h30, com a presença do artista e mesa gastronômica com opções criadas especialmente para a data. Na ocasião, a casa irá receber outra ação inédita – a Quitanda Quintana, em parceria com os agricultores autônomos da Chão de Gaya, que irão oferecer produtos orgânicos para venda especial no espaço gastronômico.

Para festejar mais um ano de vida do Quintana, a exposição de Osvalter fez todo o sentido. Foi ele o responsável por criar ilustrações de Mario Quintana que foram plotadas nas paredes, arte que desde a abertura da casa encanta os clientes. Anos depois, ele assinou a reformulação gráfica e nova identidade da marca, que começou a entrar em cena no início de 2017. A mostra “Papel” evidencia o que ele mais gosta – colagens e sobreposições feitas com pedaços de papel encontrados em suas caminhadas, que se transformaram em novos desenhos e voltaram ao papel. “A serigrafia foi um meio que encontrei para devolver ao papel o que dele veio. Fechando um ciclo. Cada impressão é única, personalizada. É um processo, é arte e é gráfica”, explica o artista.

Em “Papel”, ele pratica um “exercício de libertação”. “Esses rostos, formas e expressões vêm até mim sem que eu peça. É como ser um criador de vários pequenos mundos”, conta Osvalter. O processo, desde a primeira coleção de recortes de papel com texturas diversas durou 13 anos. “Desenhar é ver, é desenhar com o cérebro”, define.

A exposição marca a sexta grande mostra em cartaz no Quintana em 2017, com curadoria artística de Birgitte Tümmler, que já recebeu a artista plástica Andrea Horn, o fotógrafo Daniel Castellano, o artista plástico e ilustrador Rogerio Borges, o ceramista Gilberto Narciso e a escultora Aline Albuquerque. Há 9 anos, o espaço fomenta ações culturais e sustentáveis em meio à gastronomia, e busca sensibilizar clientes com estímulos sensoriais.

Serviço: “Papel”, por Osvalter. Em cartaz entre 13 de julho e 13 de setembro. Abertura na quinta-feira, 13 de julho, das 11h30 às 14h30. No Quintana – Av. do Batel, 1440 – Batel – Curitiba. Informações e reservas: (41) 3078-6044. www.quintanagastronomia.com.br.

 

Após grande sucesso, Andrea Horn estende temporada no Quintana

Arte e cultura são parte essencial do Quintana. No último mês, tivemos a oportunidade de ter nossas paredes estampadas com as obras de Andrea Horn, artista natural da cidade de Luzerna, no interior de Santa Catarina, que encanta por seu uso de cores, a profundidade nos olhares, e magnificência de seu trabalho. Esta semana marca a última chance de ver de perto suas obras originais no Quintana – que permanecem em cartaz só até 12 de julho – e adquirir uma das 20 reproduções de suas telas produzidas para a exposição, pelo preço de R$ 230 cada.

Desde cedo, a menina que nasceu em berço cercado de artistas foi incentivada a desenvolver seu talento. Seu pai, Neri, sempre gostou de desenhar, e reproduzia imagens coloridas em madeira pintada à mão para decorar a casa, os quartos, fazer enfeites de bolo nos aniversários e brinquedos para as crianças. Já a mãe, Lola, encontrava sua arte nos tecidos, e os transformava em roupas coloridas e repletas de detalhes. Não é para menos – mesmo em família numerosa, todos estavam sempre impecáveis. Este universo fez com que Andrea desenvolvesse desde cedo o amor pelas artes manuais, além de fisgar a veia artística por meio também da música. A partir disso, ela seguiu carreira como cantora e também ilustradora para editoras de livros.

Foram muitos experimentos, riscos e tentativas até que ela encontrasse o seu caminho no mundo das artes. E isso aconteceu ao desenvolver uma técnica, “mosaico de tinta”, que ela aplica na exposição em cartaz no Quintana, chamada “Plenitude em Pontos”. E isso aconteceu de surpresa. Ao pintar uma Nossa Senhora, e preencher sua auréola com pontos de tinta, a artista percebeu que tal proximidade lembrava um mosaico. Ao preencher o rosto, ela percebeu que encontrou aquele pequeno detalhe que faltava para a captar de vez a este mundo. Nasceu a técnica que perdura na produção de mais de 80 obras e que representa esta fase ainda mais rigorosa, feliz e vibrante. Por meio delas, a artista leva a alegria e harmonia para que as observa, e “transforma o mundo através do belo”.’

Texto: Angela Antunes

Curadoria: Birgitte Tümmler

Idealização: Gabriela Vilar de Carvalho