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Dica de leitura: “Bocas do tempo”, de Eduardo Galeano

A escrita de Eduardo Galeano é, sem dúvida, uma das mais influentes e inspiradoras tanto para quem gosta de escrever, quanto para quem gosta de ler. De suas linhas surgem críticas políticas e históricas misturadas com uma boa dose dos me-lhores romances de ficção. Em “Bocas do tempo” o deleite não é diferente. No livro, Galeano ofe-rece uma coleção de pequenas crônicas que contam, juntas, uma única história.

É uma viagem pelos temas mais diversos: o amor, a infância, a água, a terra, a palavra, a imagem, a música, o êxodo, o poder, o medo, a guerra, a indignidade, a indignação, o vôo…

Os protagonistas aparecem e somem, para seguir vivendo história atrás de história, em outros personagens, que lhes dão continuidade. São 350 páginas que misturam todo o tipo de emoção, e nos faz viajar a diferentes terras em poucos segundos. E tudo isso, com apenas poucas palavras!

Literatura: Madame Bovary

Madame Bovary, escrito por  Gustave Flaubert (1821-1880), é considerado o ápice da narrativa longa do século XIX – o chamado século de ouro do romance. Emma é sonhadora, uma camponesa, pequeno-bur­guesa que aprendeu a ver a vida através dos livros que lia. Para os padrões provincianos, a dama era bonita e requintada de mais, oque chamou a atenção de Charles Bovary, seu futuro marido, um médico interiorano tão entediante quanto apaixonado por Emma. Até mesmo com nascimento da filha o casamento no qual a protagonista sente-se presa não tem alegria e novidades. Como Dom Quixote, que leu romances de cavalaria demais e começou a guerrear com moinhos, ela tenta dar vida e paixão à sua existência como nos livros que lia, escolha que levará a uma sucessão de erros e a uma descida ao inferno. Nunca um romancista talhou com tanto esmero a mente e as aflições de sua personagem.

Ziraldo 80 anos!

Hoje é um dia super especial para a literatura brasileira!

Admirador declarado de Mario Quintana, Ziraldo faz hoje 80 anos! E sua obra mais consagrada, o Menino Maluquinho, completa 32 anos de vida!

Aaaah! Como é gostoso saber que mesmo depois desse tempo todo, os dois Meninos Maluquinhos (o personagem e o autor) continuam os mesmos serelepes de sempre!
Sem dúvida, a literatura brasileira é um exemplo mundial!
Pena que são poucos que reconhecem a riqueza da nossa escrita!

O criador do Menino Maluquinho recebeu várias homenagens ao longo do ano, como exposições de fotos e exibições de filmes.

Ziraldo Alves Pinto nasceu em Caratinga, Minas Gerais, e começou sua carreira nos anos 50, trabalhando para grandes jornais e revistas, comoJornal do Brasil e O Cruzeiro. Ficou ainda mais famoso ao lançar em 1960 a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, A Turma do Pererê. A revista teve quatro anos de vida.

O escritor foi fundador e diretor do tabloide O Pasquim, que fazia clara oposição ao regime militar (1964-1984). Em 1980, lançou o seu maior sucesso, o livro O Menino Maluquinho, que ganhou série de TV e um filme. Ziraldo tem mais de 80 obras publicadas, entre elas Professora Maluquinha, que virou filme em 2011, Vovó DelíciaThe Supermãe e O Menino Mais Bonito do Mundo.

Indicação de livro – Morro dos Ventos Uivantes

Do que duas almas apaixonadas são capazes de viver ou de se privarem para alcançar o amor? O livro O Morro Dos Ventos Uivantes, único romance escrito pela britânica Emily Brontë, apresenta algumas possíveis respostas para essa e outras questões presentes nos relacionamentos dos enamorados. “Um enredo bastante água com açucar” diriam os mais preconceituosos. É aí que mordem a língua!

Repleto de dilemas, vingança, orgulho e ostentação, a maioria das personagens atropelam umas às outras e vão atrás exclusivamente de seus interesses pessoais. Cada personagem presentada na obra possui um perfil extremamente detalhado, produzindo no leitor inúmeras angústias a respeito do comportamento delas, e se perguntar o porquê cada uma faz o que faz ou ainda, qual a necessidade de tanto ódio. Raros são os momentos felizes e alegres que fazem o leitor perceber que tudo vai mudar e que o perdão e o amor reinam sobre a mesquinharia. Porém, isso não passa de balela! No fim, o que impera é a frieza.

Detalhista, sublime, inesperado e nem um pouco água com açúcar. Um livro que nos prende no presente e, a todo momento, as personagens mudam o direcionamento de suas vidas ou são obrigados a tal mudança. Provocante até última linha!

Para ler o livro é muito fácil. É só comparecer no Quintana Café & Restaurante e emprestar o livro, gratuitamente, na nossa biblioteca Rogério Pereira!